conselho de um velho apaixonado – carlos drummond de andrade

•22 22UTC janeiro 22UTC 2012 • Deixe um comentário

(sou avesso, muitas vezes, à frases feitas. textos muito certinhos, etc.. mas esse é bonito. passei por essas coisas – algumas delas – nesses últimos dias. tomara VOCÊ leia isso em algum momento, mas sem RESPONSABILDADE, hein!)

 

(Louco ApaixonadoVocê sabe quando a pessoa realmente se importa… quando ela pergunta o que está errado com você… e você diz que não há nada, ela continua ali… Esperando pelo real motivo.)

 

Conselho de um velho apaixonado

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d’água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou
um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado…

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados…

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite…

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado…

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela…

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

só pra te ver

•17 17UTC janeiro 17UTC 2012 • Deixe um comentário

O tempo passa depressa
A vida bem devagar
Tudo parece parado
Quando eu paro pra olhar
Olho você e vejo tudo
Não sei, não dá pra explicar
Só quem passou pela estrada
Sabe onde eu quero chegar
Se eu tivesse vivido um só dia com você
Levaria comigo essa fotografia
Só pra te ver
Tua presença bonita
Reflete o brilho solar
Eterno ali num instante
Ninguém vai nos separar
Parece simples e é simples
Se foi tão fácil, será
Cada momento é pra sempre
Enquanto o mundo girar
Se eu tivesse vivido um só dia com você
Levaria comigo essa fotografia
Só pra te ver
A vida é imprevisível
Nem sei se sei te ajudar
Talvez até ao contrário
Você vai me ensinar
Quando você for embora
Rezo, mas não vou chorar
Serás pra sempre a menina
Que tenho sorte de amar
Se eu tivesse vivido um só dia com você
Levaria comigo essa fotografia
Só pra te ver.

Minha Lua Inteira

•15 15UTC janeiro 15UTC 2012 • 1 Comentário

(esse texto é para mim… acho)

Minha felicidade não poderia ser maior, afinal após vinte anos, reencontro uma pessoa que marcou meu caminho quando eu ainda nem sabia o que era o AMOR – e amor SEMPRE será o tema maior desse blog  – se é que sei ou saberei um dia. Mas reencontrei Luciana, ou simplesmente, minha Lua inteira ou Minha Gata ou Boo ou ainda Luluzinha, enfim… Luciana.

Era o filme que qualquer cineasta gostaria de dirigir, qualquer roteirista escreveria como o maior filão do cinema americano ou, por que não, francês, italiano (aliás a Itália nos ficou devendo uma visita). Uma história de AMOR. Mas para quem?

Vamos ao que me interessa… “quando tinha 18 anos, num curso do Senac – Niterói, me encanto, me apaixono, sei lá eu, por uma menina de 15 ou 16 anos comprometida com um cara que me inspirava admiração, pois eu gostaria que ela me amasse como a ele, gostaria de ser o ‘tal’ cara. Mas um era do outro e ponto. Fiz poemas, escrevi cartas… afinal paixão como aquela foi e é única.”

“Depois do curso, nunca mais a vi. Venho reencontrá-la, quase que por acaso em Niterói, trabalhando no Sesc e ca – sa – da. Dessa vez com outro cara. Mas ali me declaro, como jamais fiz com outro alguém. Falei tudo que meu coração sentia e pediu. Eu, um cara latino americano, sem parentes importantes e vindo do interior. Disse e é verdade, que nunca a havia esquecido. E NUNCA a esqueci. No meu Caminho de Santiago, de vez em quando a lembrança vinha daquela guria. Pensava: ‘Por onde andará Luciana?”. Lembrava de uma boca que só eu conhecia e sabia – sim ela fazia uma boca quando ficava séria que é linda. Mas só eu sei que boca é essa. Minha linda Lua. E ela me dava e deu força (uma das pessoas e coisas que me fizeram chegar nos 800 km do Caminho). Minha Lua inteira.”

“Eis que 2011 me deu a graça de reencontrar Luciana. Linda como sempre, o mesmo sorriso, aquela boca. Eis que 2011 me faz viver uma história de amor, daquelas citadas acima, de cinema, com a Luciana. Com a minha Lua inteira. Eis que 2011 me faz refaz a vontade de ter uma Clara e uma Zoé e uma Celeste e uma Rosa e uma Lua, como a mãe Luciana, a minha Lua inteira.”

“Luciana, será a mesma da Dona Clélia de BH? Seria a mesma que a velhinha me contou em 1995? Enfim… Luciana me mostrou novamente que sou capaz de amar. Eu o eterno pesquisador do AMOR, o último dos românticos. Luciana me deu vida novamente no AMOR. A minha Lua inteira. Como foi inovador meu 2011, descobertas, redescobertas, novos rumos, novo AMOR com Luciana, minha Lua inteira.”

“Achei ter encontrado a miniha mulher, a mulher do balanço no teatro, do casamento no teatro… doce ilusão.”

“Mas como a vida não é perfeita e filmes com finais felizes, nunca foram meu forte… eis que surge 2012 e leva embora o meu amor (agora com letras minúsculas e bem triste. Aliás é a primeira vez (como muitas primeiras vezes com Luciana) que escrevo nesse Blog, assim como estou agora – triste, vendo o horizonte trêmulo devido aos olhos úmidos. Pois o meu amor, a minha gata, foi embora. É… realmente a Lua é muito mais inatingível do que imaginava, do que sonhei, do que vivenciei… o meu AMOR por Luciana, pela minha Lua inteira é dela. Agradeço muito a Deus, por ter AMADO a minha Lua inteira, por trinta e quatro dias e alguns minutos. Mas AMEI! E AMOR para mim é real e verdadeiro.”

(quando comecei esse Blog quis que fosse sobre o que mais amo: o AMOR. Comecei alegre e hoje estou triste, por Luciana. Pois assim como ela chegou para mim… se foi. Como um furacão. Um dia, quem sabe, voltarei a escrever no meu Blog. Mas hoje paro por aqui, pois minhas lágrimas venceram e me atrapalham. Minha Lua inteira (acho que esse é a coisa mais triste que fiz pela Lua… mas que saudades já sinto dela.)

 

… e ainda tinha tantas, tantas canções para ela cantar.

 

Quem Vai Dizer Tchau?

Nando Reis

Quando aconteceu? Não sei.
Quando foi que eu deixei de te amar?
Quando a luz do poste não acendeu
Quando a sorte não mais soube ganhar
Não..
Foi ontem que eu disse não..
Mas quem vai dizer tchau?

Onde aconteceu? Não sei.
Onde foi que eu deixei de te amar?
Dentro do quarto só estava eu
Dormindo antes de você chegar..
Mas não..
Não foi ontem que eu disse não..
Mas quem vai dizer tchau?

A gente não percebe o amor
Que se perde aos poucos sem virar carinho.
Guardar lá dentro amor não impede,
Que ele empedre mesmo crendo-se infinito.
Tornar o amor real é expulsá-lo de você,
Prá que ele possa ser de alguém!

Somos se pudermos ser ainda
Fomos donos do que hoje não há mais.
Houve o que houve é o que escondem em vão,
Os pensamentos que preferem calar,
Se não, irá nos ferir um não -
Mas que não quer dizer tchau.

A gente não percebe o amor
Que se perde aos poucos sem virar carinho.
Guardar lá dentro amor não impede,
Que ele empedre mesmo crendo-se infinito.
Tornar o amor real é expulsá-lo de você,
Prá que ele possa ser de alguém!

Possa ser de alguém
Possa ser de alguém
Ser de alguém!
Oh! Não!

Ouro de tolo

•16 16UTC agosto 16UTC 2010 • Deixe um comentário

Sabe quando você assiste um filme enquanto criança e fica com uma idéia na cabeça de que é um dos melhores filmes que você já viu até então, passam-se os anos, você o assiste de novo e constata que ele não é nada daquilo que você lembrava??? Cinema Paradiso não é um desses. Conheci essa história quando era menino e anos mais tarde ela continua tendo o mesmo efeito sobre mim. O cineasta Giuseppe Tornatore conseguiu de forma muito feliz, elaborar o luto através da sétima arte. Impossível não sair sensibilizado… entretanto o trecho do filme ao qual vou colar aqui, não trata desta temática exatamente, mas sim de uma histórinha contada por Alfredo à Totó – narração esta que iria inspirar mais tarde o comportamento do jovem para com seu primeiro amor.

-Um dia, um rei deu uma festa. Convidou as princesas mais belas do reino. Um soldado da guarda viu passar a filha do rei. Era a mais bela de todas. Ele se apaixonou, mas o que faria um pobre soldado diante da filha do rei?

Finalmente, um dia, conseguiu encontrá-la, e disse-lhe que não podia mais viver sem ela. Ela ficou tão impressionada por esse forte sentimento que respondeu ao soldado: “Se souber esperar 100 dias e 100 noites sob minha janela, então eu serei sua”.

O soldado foi lá e esperou: 1 dia, 2 dias, 10, 20… todas as noites ela controlava da janela; ele não saía de lá: com chuva, vento ou neve… ele continuava lá. Os pássaros sujavam a sua cabeça, as abelhas o comiam vivo… mas ele não se mexia.

Depois de 90 noites, ele estava todo ressecado e branco. Lágrimas escorriam-lhe dos olhos, e ele não podia segurá-las, pois não tinha mais forças nem para dormir. E a princesa continuava a olhar para ele.

Quando chegou a 99ª noite, o soldado se levantou, pegou a cadeira e foi embora.

Sim, no finalzinho.-disse Alfredo.

Fantástica!!!!

na saúde ou na dor… muito AMOR pra você

•10 10UTC agosto 10UTC 2010 • Deixe um comentário

Diagnósticos e Receitas
Você pode guardar e tomar “uma cápsula por dia”.
Mas, caso queira pode ler ou “tomar” todas elas agora, tudo bem.
As “pírulas” abaixo são como a nossa comunidade: não tem contra-indicação !

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. O desespero nada mais é do que a ausência de Fé. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva SEMPRE triste!”
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
“O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

(Dr. Dráuzio Varela)

(Na saúde ou na dor… MUITO AMOR prá você !)

!

Romântico e sensual

•28 28UTC julho 28UTC 2010 • Deixe um comentário

Hoje, para não perder o costume, quero falar sobre… AMOR.

Dois fatos em menos de vinte e quatro horas me chamaram a atenção sobre essa palavra.

Ontem, dia 27.07.2010, almocei com uma pessoa do trabalho, em pleno Rio de Janeiro, com vista para a praia. Comentei que fora ao show do Nando Reis na semana passada e que tinha gostado muito e cada dia que passa, o admiro mais e mais.

Atualmente, não há quem faça canções tão próximas a mim quanto ele. Por isso a identificação.

Bem, o que ouvi foi que o Nando havia virado um cafona, um brega, que só canta sobre coisas românticas e, pior, que a música: “Pra você guardei o amor”, era a mais brega de todas que ele já ouvira.

Não sei se devia opinar, afinal cada um pensa o que quer, mas fiquei com isso na cabeça e tenho algumas questões do tipo: Para onde está indo o amor? Será que o brega sou eu? É tão fora do mapa assim falar de amor? Gosto tanto dessa canção, acho tão simples, tão melódica, tão… absurdamente linda. Afinal é uma declaração e toda declaração, para mim, deve ser plena.

O cara guarda o amor (e mesmo que a letra seja ficcional, não importa!) para alguém e lhe oferece integro e integralmente. Putz, se isso for pecado, quero pecar! Não muitas vezes, mas uma única e de verdade, forte, pleno, íntegro, integral, sem medos, sem culpas. E se errar, basta sacudir a poeira e dar a volta por cima, recomeçar.

Fui para casa pensando muito sobre esse papo na praia. Algumas horas depois, quando chego, vejo uma caixa com livros que comprei pela internet. Um deles chama-se: “Jorge Amado, um baiano romântico e sensual”, da editora Record, com depoimentos de João, Paloma (seus filhos) e Zélia Gattai (sua eterna esposa). Tive uma resposta linda sobre o assunto. Zélia descreve alguns fatos da vida dos dois de forma tão bonita e plena, que qualquer outra opinião se foi junto com as ondas do mar.

 Alguns trechos:

“Agora sim, ele estava em minha frente, a poucos passos. Eu nunca o vira de tão perto e o achei charmoso, pensei: apenas 32 anos, tantos livros, tantas aventuras, tantas desventuras…” e continua: “Mais de meio século se passara e ainda recordávamos, nesse ano 2000, detalhes do nosso relacionamento…”.  E ainda: “… quando voltávamos com Neruda do banquete oferecido a ele? Pediu ao chofer que parasse o táxi no mercado de flores em frente ao Municipal, comprou todos os cravos que enchiam um latão. Foi uma das maiores emoções da minha vida – disse-lhe – ver você abrir a porta do carro e dar um banho de flores…” e Jorge respondeu: “… você ficou mais linda e seus olhos brilharam como nunca”.

No primeiro beijo entre os dois. “Parados ficamos os dois na soleira da porta. Nos olhamos sem conseguir sair do lugar, as cabeças cada vez mais próximas, um olhar  diferente, e aí saiu o beijo. Beijo quente, de fogo… foi tudo muito rápido, mas o suficiente para me atordoar…”

Que lindo amor desse casal. E desde criança ouço falar dos dois, da união, do respeito e admiração mútua.

Faz-me lembrar um outro fato interessante de uma amiga, Regina. Ele escreveu em algum lugar: “Não procuro mais a sorte de um amor tranqüilo. Já tenho um”!

 

Bem.. isso tudo apenas ilustrou um pouco algumas diferenças de sentimentos. Acho bonito quem envelhece com um ou uma companheiro (a), quem fica velhinho ao lado do outro. Minha amiga Ju, disse-me outro dia, que agora que encontrou o seu amor quer ter filhos, ter sua casa com quintal, criar galinhas… isso tudo para mim, ficar velhos juntos, ter com quem dividir o amor e ainda se lembrar dos detalhes 50 anos depois, criar galinhas, nada mais é do que estar pleno, todo, inteiro, completo. Isso é AMOR!

a estrela em preto e branco

•23 23UTC julho 23UTC 2010 • Deixe um comentário

e ninguém cala

Podem falar, mas o amor por essa estrela, transcende qualquer coisa. Se tem coisas que só acontecem ao Botafogo é porque só quem é Botafogo sabe o que é ser Botafogo. E ser Botafogo é…

 

  …é possuir uma espada de fogo e luz para enfrentar, iluminar e desbravar.

 

É apreciar claras definições e alternativas extremas: a do branco e do negro.

 

É ser súbito, safo, seguro de si.

 

É saber o que quer e querer o que sabe.

 

É ser estrela, solitária ou solidária, é tomar partido, ousar e desbravar.

 

Ser Botafogo mistura nobreza sem aristocracia com popularidade sem demagogia.

 

É furar, varar, ultrapassar, chegar, enfrentar pedradas, tormentas e adversidades e sempre conhecer a melhor matéria do próprio sonho.

 

É insistir e crer onde os fracos desistem. É sobranceira, guerra, gorro, rasgo, Biriba, Carlito Rocha, Macaé e superstição.

 

É adorar o embate para torrar e moer a emoção. Ser Botafogo é clarão do alto da montanha, é esquina carioca, atrito, vontade de “saldanhar” a opressão, é águia, água-forte, firmeza, mais ciência e fúria que pausa ou vacilação.

 

Ser Botafogo é “garrinchar” a vida com a elegância de um Nilton Santos e as peraltices de Quarentinha.

 

É gostar de peleja, vitalidade, capacidade de decidir, autenticidade, batida de limão, filé com fritas, passear na chuva, sanduíche de mortadela, filme de heroísmo, goleiro valente, contrastes intensos; é curar gripe com alho, mel e agrião.

 

Ser Botafogo é saber discordar da desconfiança. É deprimir-se e recolher-se até voltar a labareda. Aí é bater de frente, olhar firme, detestar receio, medo, pântano, mentira e derrisão.

 

É conhecer o risco e ousá-lo e tudo fazer com categoria e vontade de viver. É vencer.

 

Ser Botafogo é não desistir de insistir, de teimar e buscar. É faca, fato, feito, festa, furor. Queimadura.

 

Ser Botafogo é buscar a forma nobre de competir e saber empunhar a estrela da vitória maior.

 

É fazer da vida festa e furacão; flor e labareda; esperança e realização. (távola)

 

 

O sentido do amor – ju murad

•23 23UTC julho 23UTC 2010 • Deixe um comentário

Juliana Murad, parceira de papos, amiga (de longe) mas presente em vários momentos meus. Lindo texto escrito por ela, esse abaixo. Simples como o amor.

 

 

Amar é recriar no vazio, na imensidão, no belo e no nada.
Invento, imagino, luto e coopero, tento e não desisto. O amor é meu guia e meu chão. Por não viver sem ele, ele será meu fim.

O amor acontece justamente quando nos surpreendemos com nossa escolha.
Quando tudo acontece fora do cenário almejado, os defeitos, as qualidades, as razões, tudo quase pelo avesso. O amor é quando a razão vira emoção e a emoção transforma a razão, tudo se mistura.
De repente nos deparamos com o melhor que podemos ser e nem imaginávamos.
Definitivamente, o amor é raro e infelizmente, não adianta buscá-lo. Um dia ele vem e te invade sem pedir passagem. Não vem quando buscamos, vem quando merecemos.

                                                                                     …simples assim

… saudades

•21 21UTC julho 21UTC 2010 • 2 Comentários

 

Hoje acordei com saudades. Não sei precisar exatamente de que ou quem, quando ou onde. Mas o sentimento que me veio hoje e forte foi a saudade.

É comum eu lembrar de coisas da época de criança. Aí sinto falta, tenho vontade de reviver. Lembro da época de escola onde uma vez, em meu aniversário de nove anos comemorado pela parte da manhã na escola da tia Ivany, me fantasiei de Super Homem. Quando fui da minha casa à escola, todos os vizinhos, comerciantes, saíram para me olhar. Com minha timidez exacerbada andei de cabeça baixa e com o rosto vermelho por uns cinco minutos (eram uns dez até chegar até à escola).  A vontade era voar. Que vontade de ter o poder de me arremessar contra o vento. Quem dera poder… No colégio, quando menos esperei virei a atração. Com os colegas todos em volta, foi impossível continuar qualquer aula, pois o Super Homem estava ali. Que sede de poder eu tive, a vontade de potência, o Übermensch de Nietzsche, a antítese do “último homem”. Ali, em companhia de amigos.

 

Isso me traz saudades de vez em quando.

 

Hoje acordei com saudades daquele rosto novo, daquela nova voz, o sorriso mais lindo visto por mim em tempos. Saudades da voz digitada que ainda lembro a cor. Que cheiro bom! Suave como a canção de Roberta Sá, “Alô fevereiro”:

 

Todo mês de fevereiro, morena

Carnaval te espera

Querem te botar feitiço, morena

Mas também pudera.

 

Se ele pega no teu corpo

Vai ter gente enlouquecida

Querendo entender a tua dança

Querendo saber da tua vida.

 

Saudades de um dia te ver dançar, te ver cantar.

 

Cheiro de Deus – ju murad

•18 18UTC julho 18UTC 2010 • Deixe um comentário

... bem perto

 

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e… trocando o salto pelo chinelo.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado
delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
(adorei isso)
 
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