Sol… lidão (Coelho)

•abril 4, 2009 • Deixe um comentário

E de  repente me dou conta que estou completamente só.

(…) é evidente que já estive sozinho muitas vezes este ano.  (…) é evidente que depois de um dia agitado como o de hoje, nada melhor que caminhar pelas ruelas e becos da cidade antiga, sem ter que conversar nada com ninguém, apenas contemplando a beleza ao meu redor. Só que esta noite, por alguma razão que desconheço, este sentimento de solidão é absolutamente opressor, angustiante – não tenho com quem dividir a cidade, o passeio, os comentários que gostaria de fazer.

Claro, tenho um celular no bolso e um número razoável de amigos aqui, mas acho que já é muito tarde para telefonar para quem quer que seja. Considero a possibilidade de entrar em um dos bares, pedir algo para beber – com quase toda certeza alguém me reconhecerá e me convidará para sentar em sua mesa. Mas penso também que é importante ir até o fundo deste vazio, desta sensação que ninguém se importa com o fato de existirmos ou não, e por isso continuo caminhando. (…) Olho para outro lado da rua, uma janela está semi-aberta e lá dentro posso ver uma família conversando; a sensação de solidão aumenta avassaladoramente por causa disso, o passeio noturno agora é uma jornada noite a dentro, em busca de compreender o que é sentir-se absolutamente só. Começo a imaginar quantos milhões de pessoas neste momento estão se sentindo absolutamente inúteis, miseráveis – por mais ricas, charmosas, encantadoras que sejam – porque também nesta noite estão sós, e ontem também, e possivelmente estarão sozinhas amanhã. Estudantes que não encontraram com quem sair esta noite, pessoas de idade diante da TV como se fosse a última salvação, homens de negócios em seus quartos de hotel, pensando se o que fazem tem algum sentido, já que tudo que estão sentindo agora é o desespero de estar só.

 

Lembro-me de um comentário feito durante o jantar: alguém que acabara de divorciar-se dizia “agora tenho toda a liberdade com que sempre sonhei”. É mentira. Ninguém quer este tipo de liberdade, todos nós queremos um compromisso, uma pessoa para estar ao nosso lado vendo as belezas de Genebra, discutindo as visões da vida, ou até mesmo dividindo um sanduíche. Melhor comer metade de um que comê-lo inteiro, sem ter alguém com quem compartilhar nada, nem mesmo um pouco de comida. Melhor ficar com fome do que ficar sozinho. Porque quando você está sozinho – e eu falo da solidão que não escolhemos, mas que somos obrigados a aceitar – é como se não fizesse mais parte da raça humana.

 

Começo a caminhar para o lindo hotel do outro lado do rio, com seu quarto super confortável, seus empregados atenciosos, seu serviço de primeiríssima qualidade. Daqui a pouco vou dormir e amanhã esta estranha sensação que – não sei por que razão – me atacou hoje, será apenas uma lembrança remota e estranha, porque não terei nenhum motivo para dizer: estou só.

 

No caminho de volta, cruzo com outras pessoas solitárias; elas tem dois tipos de olhares: arrogantes (porque querem fingir que escolheram a solidão nesta linda noite) ou tristes (porque entendem que não há nada pior na vida). Penso em conversar com elas, mas sei que têm vergonha da própria solidão. Talvez seja melhor que cheguem ao limite e então entendam que é preciso ousar, falar com estranhos, descobrir lugares para encontrar pessoas, evitar ir para casa e assistir TV ou ler um livro – porque se fizerem isso o sentido da vida estará perdido, a solidão terá se transformado em um vício, e a partir de então o longo caminho de volta em direção ao ser humano já não será mais encontrado.

“Clarice Lispector”

•novembro 2, 2008 • Deixe um comentário

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

“A morosidade da justiça conta no custo Brasil”

•outubro 9, 2008 • Deixe um comentário

 

 

Os exemplos de ineficiência na Justiça se multiplicam, como o de um morto sendo julgado em São Paulo. Chegamos a esse ponto. A morosidade da Justiça está em todas as listas do chamado “custo Brasil”. E amanhã ainda pode ser mais morosa que hoje, porque, afinal, entram mais processos do que saem sentenças.

Julgar duas vezes um réu que morrera no presídio é perda de tempo da Justiça. Mas pior é não julgar quem está vivo, esquecido atrás das grades, como se morto fosse. Já há outro preso que cumpriu pena, mas foi esquecido pelas varas de execuções criminais e continuam no presídio. Apagaram a pena que já não tem.

Do outro lado da questão, milhares de condenados estão dividindo as ruas conosco, porque não há como executar a sentença. Eles se fingem de mortos e muitos continuam a matar, porque estão bem vivos e confiantes na impunidade.

Mês passado, outro maníaco – o de Guarulhos – confessou crimes. Entre eles, o de uma mulher atribuído a três homens que estavam presos desde agosto de 2006. Os três haviam confessado o crime de violentar e matar a moça de 22 anos.

Como o maníaco de Guarulhos confessou o crime, os três foram soltos. Mas, mesmo tendo um assassino confesso e cometido um engano, a Justiça ainda vai julgar os três em júri popular. Afinal, assim mandam os ritos do devido processo legal e se perde tempo.

A propósito, nesse caso, ficam perguntas: como eles confessaram o crime que não teriam cometido? Por puro masoquismo? Vai o promotor pedir absolvição deles e investigar como foram obtidas as confissões? Serão eles indenizados por dois anos de prisão? Afinal, há tanta gente indenizada que nunca esteve em uma prisão? Quando se fala em custo Brasil, fala-se sempre em reforma das instituições.

“Polícia para quem precisa”

•maio 23, 2008 • Deixe um comentário

 

 

 

 Polícia Instituição Falida: Despreparada, Abritrária e Corrupta

 A políca não está somente agora desacredita, sempre foi desacredita. Ocorre que a maioria das pessoas não sabe o que acontece nos bastidores policiais.
A imprensa que tem um papel fundamental em mostrar a realidade policial, faz de forma tímida.
Certo que, em todas os seguimentos têm os maus profissionais, o que é exceção; enquanto que na polícia a exceção são os bons policiais. É necessário uma vez por todas acabarmos com hiprocisia, desmascar a falida instiuição polícia: despreparada, arbritrária e corrupta. Não se pode permitir que raposa tome conta do galinheiro, que bandido combata bandido, urge de uma faxina geral na instituição, quem sabe até fechar as portas da políca e constituir uma nova instituição com forte disciplina ética. Recentemente, se deu tal ocorrência em Estado do norte ou nordeste.
Que tal substituir o tramento desumano que recebem os canditados que postulam vagas no Bope, por educação, inteligência; afinal será que uma polícia extremamente preparada não traria melhores resultados que uma polícia violenta. Certamente, que a polícia não deve receber o bandido com flores, mas, também não pode primeiro atirar e depois identificar o morto, não é essa polícia que esperamos, esperamos sim uma polícia com autoridade dentro do princípio da legalidade, mas não autoritária.
Não há exagero na afirmação de que os bons policiais são a exceção, recentemente publicou-se a seguinte pesquisa sobre corrupção policial. corrupção na polícia civil 95%; polícia militar 75%; polícia federal 17%. Ocorre que o corruptor não revela que deu dinheiro a polícia, mas isso é prática comum; por exemplo 90% das questões criminais se resolvem nas Delegacias com o chamado “acerto”, uma vez acertado não há inquerito e a questão se encerra. A questão somente vem a tona, quando a extorsão na cessa, como aconteceu com o traficante Abadias. Portanto, a corrupção policial é prática habitual, advogados éticos preferem não prestarem serviços em Delegacias, aliás são mau vistos pelos policiais, os bem vistos são os advogados de porta de cadeia que aceitam o acordo.

 

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A guerra civil fluminense: violência, narcotráfico e a falência do Estado
 
        

 

Qual o limite entre a civilização e a barbárie? No Brasil das desigualdades enraizadas, imerso nos rincões mais

inóspitos dos centros econômicos regionais e locais com a proliferação das favelas jogadas à sua própria sorte. O

limite há muito tempo já foi ultrapassado. A estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) de que, em 2020,

haverá cerca de 1,4 bilhão de pessoas morando em favelas em todo o mundo, das quais 162 milhões na América

Latina e no Caribe (as áreas mais alarmantes se encontram na região da África Subsaariana). Segundo a Agência

Brasil, o Brasil conquista atualmente uma liderança negativa “em termos de habitação precária na região latino-

americana e caribenha é exercida pelo Brasil, onde cerca de 52,3 milhões residem em favelas, de acordo com dados

do UN-Habitat, programa da Organização das Nações Unidas (ONU) para assentamentos humanos. Cerca de 90% do

déficit habitacional brasileiro, estimado em 7 milhões de moradias está concentrado na população que recebe até três

salários mínimos por mês”(1).

O fenômeno brasileiro da “favelização” tem origem no final do século XIX. Durante a primeira década do século XX,

as favelas começam a se desenvolver, principalmente depois da abolição da escravatura e cujo processo foi

deflagrado sem numa integração socioeconômica os escravos libertados. É alto o grau de imprecisão sobre o número

exato de favelas no Rio de Janeiro, incluindo-se neste quesito a própria indefinição consensual do conceito de

“favela”. Em 2003, a UN-Habitat produziu o mais recente relatório global sobre assentamentos humanos, ?The

Challenger of Slums?. O documento classificava o termo inglês ?slums? em quarto tipos de assentamentos para o

caso brasileiro: favela, loteamento, invasões e cortiços (2).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contabilizou dados de 518 favelas enquanto o Instituto Pereira Passos (IPP), órgão da Prefeitura do Rio de Janeiro, trabalha com um número ao redor de 750. Terror, sangue e tráfico são os componentes explosivos que encarceram milhares de brasileiros sitiados dentro de nichos de sua própria nação. Não é possível generalizar pejorativamente as favelas brasileiras como um refúgio exclusivo de criminosos, mas um espaço deletério da vida social de milhares de brasileiros sem abrigo no asfalto e sem esperança no futuro. Hoje, a violência urbana é a uma enfermidade coletiva que merece ser tratada como epidemia social das mais alarmantes. O caso do Rio de Janeiro merece um particular destaque.

 

 2.?Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha?

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A edição não-oficial do filme, ?Tropa de Elite? (2007), dirigido por José Padilha, contempla um esboço da guerra civil travada nos morros no Rio de Janeiro. Sem retoques e com muita acidez, o drama focaliza a violência da “Cidade Maravilhosa” solapada pelas rajadas macabras de metralhadoras a partir da visão de três policiais do BOPE, Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro. Em tese, o BOPE é um batalhão pertencente ao conjunto da Polícia Militar, mas na prática, é um destacamento autônomo, ou seja, a ?tropa de elite?, responsável pelas operações de alto risco as quais a ?polícia convencional? não consegue resolver. No filme, Padilha traça um retrato bastante do cotidiano da polícia, como sendo um trabalho que mistura um certo heroísmo, corrupção, assassinato e tortura. O clima presente é de uma guerra declarada entre policiais e traficantes, os chamados ?comandos?, cuja paz sempre instável entre os dois lados é movida à corrupção. A rigor, não existem heróis ou bandidos na apocalíptica guerra travada pelos pontos de drogas no Rio de Janeiro, onde os códigos babilônicos soam muito mais alto que os códigos jurídicos do Estado de Direito: olho por olho ou ?chumbo por chumbo?, é assim que se constrói a barbárie cotidiana presente nos morros fluminenses.

“Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamentos ou punições cruéis, desumanas ou degradantes” é o que destaca o artigo 5o. da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 10 de dezembro de 1948. Para a maioria das polícias, tal artigo não passa de uma grande “bobagem dos Direitos Humanos”. Em sites como o YouTube é possível encontrar vídeos caseiro de apologia do trabalho do BOPE. Os vídeos, sem uma clara identificação de seus autores, são sempre regados a muita violência explícita e ostentação de fartos armamentos de alto poder de destruição e, quase sempre, exclusivos das forças armadas. A parábola atribuída a Victor Hugo, “quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha” é constante nos vídeos divulgados. Um verdadeiro espetáculo circense onde alguns “admiradores” da repressão policial procuram fazer deliberadamente uma demonstração de força tal como às facções do crime organizado costumam se auto-rotularem na rede mundial de computadores. Uma guerrilha eletrônica acéfala, explosiva e completamente inútil.

Interessante analisar os métodos empregados pelo o BOPE tanto na ação dentro das favelas, quanto o processo de treinamento de seus soldados. O filme de Padilha refaz com bastante precisão a insanidade métodos usados pelo BOPE. Enquanto o apodrecido Estado fluminense não ainda sofre intervenção federal (o que na prática ocorreu somente durante os Jogos Pan-americanos), a população dos morros e adjacências é empurrada para o campo de batalha e se transformando em verdadeiros alvos vivos. A polícia convencional, como agente do Estado, está igualmente falida, logo, cabe então ao BOPE realizar o trabalho ?heróico? de subida dos morros, apreensão de drogas, armas e desmantelamento de quadrilhas de traficantes. Tudo muito lindo, maravilhoso e cinematográfico! Os ?Rambos de preto? uniformizados em nome da suposta lei é o que resta de poder do Estado para buscar combater o tráfico. Como soldados de um Estado esfacelado e corrupto, os homens do BOPE fazem suas próprias leis e julgamentos como uma própria seita. Nos treinamentos, tanto no filme como nos vídeos divulgados na internet, enquanto fazem uma série de exercícios físicos e técnicos, os candidatos a ingressarem no BOPE entoam alienadamente hinos da tropa que traduzem o ?espírito do grupo?: “Homem de preto, qual é sua missão? Entrar pela favela e deixar corpo no chão. Homem de preto, o que é que você faz? Eu faço coisas que assustam o satanás!”.

Uma característica absurdamente notável do BOPE são os carros blindados que sobe os morros e resistentes até mesmo a tiros de fuzil AR-15. O veículo blindado é convencionalmente chamado de “Pacificador”, mas é mais conhecido pela população do morro como “Caveirão”. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) defende o uso do veículo em “operações policiais especiais” nos locais onde há maiores dificuldades da polícia no conflito com traficantes. Estima-se que as Polícias Civil e Militar já contam com oito viaturas desse tipo, sendo uma da Polícia Civil e as demais da Polícia Militar. Não há armas de fogo acopladas ao Caveirão e são levadas pelas equipes de apoio terrestre. Segundo a estratégia policial, o veículo tem como função romper barreiras físicas impostas pelos traficantes em seus “territórios”, sendo ainda utilizado no resgate de feridos em confrontos. Entretanto, a chegada do Caveirão no morro é um sinal de desespero para a população que busca abrigo entre o tiroteio de guerrilha entre policiais e traficantes, assim como sentencia um dos ?hits? do BOPE em sites da internet: “O BOPE vai te pegar!”.

Pior que na Bósnia ou Haiti, a guerra civil no Rio de Janeiro vem contabilizando saldos de mortos que batem absurdos recordes. Diante da falência do Estado de Direito, a guerra é inevitável. O clima onipresente da violência tendo ponto principal a disputa pelo bilionário comércio das drogas. O conflito generalizado entre traficantes com táticas de guerrilha, mercenários com distintivos de policiais (as chamadas ?milícias?, ou seja, um segmento da ?banda podre? das polícias e inicialmente foram desastradamente incentivados pelo governo do Rio de Janeiro) ocupando morros e a agressividade da atuação policial para ?matar com eficiência e dignidade?. A instável Paz entre os protagonistas dos combates são mediados pela farta distribuição de propina entre os elos da cadeia dos agentes dessa guerra. Na mira de tiro está à população pobre dos morros, marginalizada, estigmatiza e indefesa.

Cabe ainda a pergunta aos comandantes da elite da polícia fluminense e ao seu chefe maior, o governador: quem foi adestrado para matar é capaz de arregimentar a Paz?

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3.”Eu vou pegar a sua alma”

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O caso do BOPE é emblemático. Uma tropa movida a uma precisão invejável para banhar os morros cariocas com violência e sangue seja ele de qual for a sua natureza. A oferta e demanda são as premissas básicas da economia de qualquer negócio dentro do mundo capitalista e o bilionário comércio regido pelo narcotráfico não é diferente. No asfalto, a classes abastadas dos bairros ditos como ?nobres? são os mercadores consumidores de todo e qualquer sortilégio de drogas. Os filhos da burguesia fluminense e seus vorazes narizes irrequietos são retratados com fortes cores sociais no filme de Padilha. O patrocínio do tráfico pelos ?burguesinhos? é apontado como a causa crucial de criminalidade e motivador da violência. Certamente, não é apenas o dinheiro da alucinógena burguesia fluminense que injeta violência para dentro e fora dos morros, mas uma cultura permanente de corrupção e impunidade onde o ?jeitinho brasileiro? é escanc escandaradamente “os morros, mas uma cultura permanente de corrupçitos as e traficantes. Tudo muito lindo e maravilhoso se aradamente praticado.

Um documento divulgado em conjunto por três ONGs que trabalham com Direitos Humanos (a Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, a Justiça Global Brasil e a Anistia Internacional), faz uma campanha contra o uso do carro blindado, o Caveirão, nas incursões policiais dentro das favelas fluminenses: “Nas operações realizadas pelo caveirão, a polícia faz ameaças psicológicas e físicas aos moradores, com o intuito de intimidar as comunidades como um todo. O emblema do BOPE ? uma caveira empalada numa espada sobre duas pistolas douradas ? envia uma mensagem forte e inequívoca: o emblema simboliza o combate armado, a guerra e a morte” (3).

A linguagem tratada pelos auto-falantes na parte externa dos carros blindados que anuncia a chegada da política é ecoada em um ritmo que beira à uma macabra procissão. No entanto, parece não pairar dúvidas a respeito da tarefa dessa polícia descontrolada: subir o morro para impor o medo, intimidação, coerção, tortura e atirar quem se encontra pela frente fazendo justiça no meio da rua: ?Crianças, saiam da rua, vai haver tiroteio? ou de forma mais ameaçadora: ?Se você deve, eu vou pegar a sua alma?. Quando o caveirão se aproxima de alguém na rua, a polícia grita pelo megafone: ?Ei, você aí! Você é suspeito. Ande bem devagar, levante a blusa, vire… agora pode ir…? (4).

Em outro trecho diz ainda o documento das ONGs: “A adoção dessa política de segurança pública que combate a violência com violência, utilizando uma estratégia de confrontação e intimidação, pouco colabora para a segurança dos policiais, que têm morrido muito mais fora das operações policiais, no chamado ?bico? ou em episódios de vingança. [...] A polícia tem o direito legítimo de se proteger enquanto trabalha. Mas também tem o dever de proteger as comunidades que está servindo. O policiamento agressivo tem resultado em grande sofrimento para as comunidades pobres do Rio, bem como sua perda de confiança na capacidade do estado de manter e garantir a segurança” (5).

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4. A falência do Poder Público
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O banho de sangue produzido a cada investida policial nos morros fluminenses é um tétrico espetáculo da violência no seu estágio mais primitivo. O paradoxo desse sistema de execução permanente de pessoas a exaustão é contido quando existe um pacto selado pela propina que muitos policiais civis e militares (a chamada “banda podre”) recebem do tráfico, o “arrego”, selando inescrupulosamente a conivência do Poder Público e todo o arsenal de contravenções que o dinheiro das drogas pode corromper. Além dos vastíssimos lucros provenientes do tráfico, a “banda podre” das polícias também mantêm seus negócios em outros segmentos num lucrativo comércio que combina desde exploração de bailes funk e seus ?proibidões? à roubo de carga, passando pelo jogo do bicho e seqüestros. Praticamente, em todos os ramos do crime organizado, há necessariamente a conivência e participação de policiais de forma direta ou indiretamente. A péssima remuneração dos agentes policiais é mais um grande atrativo para que a propina e o negócio ilícito possam ser mais cativantes do que seu trabalho de agente público. Segundo o cientista político, Paulo Sérgio Pinheiro e Guilherme A. Almeida: “A violência urbana subverte e desvirtua a função das cidades, drena recursos públicos já escassos, ceifa vidas — especialmente as dos jovens e dos mais pobres–, dilacera famílias, modificando nossas existências dramaticamente para pior. De potenciais cidadãos, passamos a ser consumidores do medo” (6).

A complexidade do caos social não é exclusividade do Rio de Janeiro, porém é neste Estado ocorre a mais latente corrosão do Poder Público. O maremoto de violência não poupa ninguém e captura cada vez mais jovens e crianças para as fileiras do narcotráfico. Traficantes cada vez mais jovens e violentos dominam as “bocas de fumo” com uso de arsenal cada vez mais pesado com alto poder de fogo. No entanto, nenhuma novidade que não seja de conhecimento público. A questão pertinente é a completa letargia da corrupta elite da política carioca que se nutre da desgraça produzida pelas favelas mergulhadas na violência do tráfico para patrocinar suas campanhas eleitoreiras, além de cultivar interesses medíocres e mesquinhos.

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5. ?Imperialismo brando? e a desarticulação da sociedade sob a égide neoliberal
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As privatizações das ações sociais retratam a desarticulação e enfraquecimento do Estado sob os auspícios das políticas neoliberais e enfraquecimento das práticas e ações dos grupos de esquerda. No vácuo da ausência de uma teia de proteção social do Estado, foi se erguendo um arquipélago de organizações não-governamentais (ONGs) cuja idoneidade é de difícil aferição, invadiram os morros em supostas práticas humanitárias. Sempre com o olhar atento do chefe do tráfico da região, em teoria, essas ONGs procuram fazer o trabalho social que o Estado deveria fazer e decididamente renunciou ao seu dever. Existe uma estreita correlação entre ONGs internacionalizadas no Terceiro Mundo, privatização dos serviços públicos e os empréstimos do Banco Mundial. Em sua rápida passagem pelo Banco Mundial, o Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, chamou de ?pós-Consenso de Washington? essas estreitas relações de supostos grupos de ajuda humanitária e interesses de corporações financeiras. Tais práticas também foram denominadas como ?imperialismo brando? (7).

A cultura da barbárie predomina quando mescla indecifravelmente o permitido e o ilícito. Não é possível saber com precisão a distinção entre o “certo” e o “errado”. Num mundo batizado pela barbárie, a ética é a primeira vítima de bala perdida. Crianças que empunham fuzis e protegem guetos do comércio de drogas é um dos bizarros espetáculos que o injusto e falido Estado brasileiro proporciona ao mundo. Uma juventude paupérrima e sem saída ceifada nos campos de concentração do narcotráfico cujo único destino é quase invariavelmente o cemitério. Que futuro existe para um jovem pobre sem a menor perspectiva e tenta se equilibrar entre a violência dos “comandos” e a polícia?

A pobreza não gera necessariamente violência, mas degradação. A luta irracional pela sobrevivência transforma homens, mulheres, adolescentes e até mesmo crianças em canibais na insana guerra de todos contra todos e abençoada pela corrupção de policiais e políticos. A indiferença, a inércia e a incompetência política aliada visceralmente com a impunidade e a corrupção de diversas esferas do Poder Público reproduzem dramaticamente toda a hecatombe social parido pela junção catastrófica da miséria com a violência. O resultado é a inevitável luta pela sobrevivência do mais sórdido darwinismo social.

O Rio de Janeiro não é a única ilha com exclusividade a postular o privilégio do medo. Nos grandes e médios centros econômicos pelo Brasil, a sociedade acuada pelo medo da violência produz um nicho cada vez mais lucrativo: a indústria da segurança. O patrocínio da segurança somente é possível pela promoção indistinta da insegurança. A título de exemplo, já se cogitou a proposta de fazer um batalhão especial de policiais privados para atender exclusivamente as ocorrências de roubos de automóveis. Somente para a disseminação do medo, seguros, equipamentos de vigilância e polícia privada torna-se um nicho comercial com grande utilidade e longe das intempéries de crises econômicas.

A ideologia liberal disseminada amplamente na sociedade cultiva um arraigado cultivo do individualismo e o consumismo desenfreado. Tudo e todos são transformados em permanentes mercadorias e cabe ao consumidor se digladiar dentro das relações sociais para o acúmulo de seus bens. A droga é uma mercadoria que ao mesmo tempo promete saciar a suposta sensação de liberdade do indivíduo como ao mesmo tempo encarcera o usuário a dispor de mais dinheiro para adquirir mais mercadoria alucinógena. O sedutor mercado das drogas não encontra crise ou obstáculos para crescer e prosperar quase sem limites.

Portanto, o espaço público é ocupado pelo teatro de operações de uma guerra permanente pelo controle e distribuição de drogas para seus potenciais consumidores. Um lucrativo comércio onde um único quilo de pó se multiplica velozmente sua reprodução e também seus lucros. Nas redes de comando desta verdadeira indústria, onde o dinheiro fácil e a propina são componentes fundamentais para alimentar a conta bancária de uma miríade de ?interessados? e entre eles se encontram policiais, advogados, juízes e políticos. Para a população que esta a margem do processo intestinal desta economia subterrânea resta somente arcar com a explosão secundária de violência. Secundária por um motivo estritamente profissional: o livre comércio não deseja interrupções ou bloqueios de nenhuma natureza. A violência impregnada dentro e fora das favelas é a manifestação do desequilíbrio da cadeia de interesses e se transforma no conflito pelo território das ?disputas comerciais?. Num mundo marcado pelo permanente estado de barbárie, não existe mais a distinção entre liberdade e cárcere, todos são cooptados pelo medo permanente de uns contra os outros. O coletivo cede espaço para soluções individualistas totalmente inócuas e que fazem fomentar cada vez mais o estado de agressividade e violência social.

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6. Considerações finais

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No caso particular do Rio de Janeiro, o combate efetivo ao narcotráfico ao estilo de uma ?cruzada messiânica? não produzirá nenhum efeito se for tão somente uma tarefa baseada na testosterona e na violência dos seus agentes repressivos. Da violência explicita somente repercutirá mais violência gratuita e generalizada. Pouco adianta fazer a maquilagem das estatísticas que de um passe de mágica os números são trocados ou ampliar infinitamente o número de agentes repressivos ou vagas em prisões. Não existem soluções mágicas, caricaturais e imediatas, exceto para uma vastidão de inescrupulosos políticos em períodos eleitoreiros.

Para uma visão mais abrangente do problema, é imperativo um amplo conjunto de ações que passa necessariamente pela descriminalização das populações dos morros e a ampliação substancial do suporte social do Estado. Segundo Vera M. Batista: ?A política criminal de drogas imposta pelos Estados Unidos, assim como a econômica, é o maior vetor de criminalização seletiva nas periferias brasileiras: a prisão parece ser o principal projeto para a juventude popular? (8). Sem um projeto alternativo de ?ocupação sócio-educacional? dos morros aliada a uma ampla política de geração de empregos atrelada ao desenvolvimento econômico e urbano, dificilmente as favelas deixaram de ser uma ?terra de ninguém?. Existem alguns projetos bem sucedidos em favelas fluminenses, mas insuficientes para resolver a magnitude e complexidade que a questão necessita.

Para alguns setores da sociedade que se postulam como ?democráticos?, mas que flertam o autoritarismo com cores fascista, é importante ressaltar que não será exterminando os moradores pobres de ruas, guetos ou favelas que se eliminará a pobreza e tampouco a violência. Não é a pobreza responsável pela criminalidade e o narcotráfico. É justamente o inverso: o comércio de armas e drogas se alimenta parasitamente do descalabro social e da pobreza atávica das camadas mais frágeis da sociedade. O próprio sistema capitalista necessita de um perdedor para que o outro sobressaia pisoteando as demais cabeças vencidas. Ademais, pouco adiantará o encarceramento de população marginalizada em um número infinito de prisões. Não será o confinamento extremo da pobreza que resultará na diminuição do estado de guerra permanente dentro e fora dos morros fluminenses.

Ignorar o drama de imensos contingentes populacionais que vivem torturados sobre a mira de metralhadoras no meio da guerra civil fluminense é fechar os olhos para o futuro da suposta democracia brasileira. E acima de tudo, é convidar a barbárie a se perpetuar nas estruturas sociais desse país.

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Notas & Referências
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(1) Agência Brasil. Disponível em Acesso em 07 de setembro de 2007.

(2) UN-Habitat. ?The Challenge of Slums: Global Report on Human Settlements?, 2003.

(3) a (5) Justiça Global Brasil. Disponível em  http://www.global.org.br. Acesso em 07 de setembro de 2007.

(6) Pinheiro, Paulo Sérgio e Almeida, Guilherme Assis. “Violência Urbana”. São Paulo: Publifolha, 2007.

(7) Davis, Mike. ?Planeta Favela?. São Paulo: Boitempo, 2006.

(8) Batista, Vera Malaguti. ?A questão criminal no Brasil contemporâneo?. Margem Esquerda, no. 8, pp. 37-41. São Paulo: Boitempo, 2006. Rapidinhas

 

 

1.       Você nunca mais ouviu falar em Chuck Norris? Pois saiba que o Chuck Norris queria entrar no BOPE, mas o Cap. Nascimento fez ele desistir apenas dizendo: “Você é o novo xerife, sr. 08!”, depois disso ele nunca mais foi visto! 

2.       Quando Deus disse “Que se faça a luz!”, Cap Nascimento falou: “Tá de sacanagem, sr. 01? Tá com medinho do escuro, sr. 01?”

3.       Quando Deus resolveu criar o universo foi pedir permissão ao Cap. Nascimento, e ele respondeu: “Senta o dedo nesta porra!”.

4.       Cap Nascimento não lê livros, ele bota eles no saco até conseguir toda a informação que precisa.

5.       As principais causas de morte no Brasil: 1. Ataque do coração 2. Cap. Nascimento 3. Câncer. A opção 1 é a maior porque a maioria dos bandidos morrem do coração quando vêem o capitão. 

6.       Cap Nascimento dorme com um travesseiro debaixo da arma.

7.       Cap Nascimento joga Counter Strike de olhos fechados e dá head shot em mula sem cabeça!

8.       Cap Nascimento perguntou quanto tempo Deus levaria para criar o mundo, Deus disse que levaria 7 dias, então o Cap. respondeu: “o Sr. é um fanfarrão, Sr. 01! O Sr. tem dez, DEZ segundos!”. 

9.       Cap Nascimento apostou queda de braço com o Super-homem e quem perdesse teria que usar a cueca por cima da calça.

10.   Cap Nascimento arrancou a cabeça do Highlander a tapas “pede pra sair, pede pra sair, pede pra sair”. 

11.   Judas não se matou. Ele foi morto pelo Cap Nascimento, ao prestar o curso do BOPE, depois de ouvir “Vc acha que ninguém sabe que vc traiu Jesus? Vc acha que ninguém sabe que vc é corrupto?”

12.   A razão de Deus estar no ceu e o diabo no inferno é porque o Cap Nascimento está na Terra. 

13.   A razão do universo em expansão é porque as galáxias estão fugindo do Cap Nascimento.

14.   No Aurélio a palavra “vítima” está definida como “aquele que encontra o Cap Nascimento”.

15.   Certa vez, o Cap Nascimento enfiou uma faca em seu próprio olho. A faca ficou cega. 

16.   O Capeta queria entrar no BOPE, mas Cap Nascimento fez ele desistir apenas dizendo: “Sr. 666, o Sr. é o novo xerife!”. 

17.   A fórmula do viagra foi feita da urina do Cap nascimento.

18.   A roupa do Super-homem era preta até o Cap Nascimento dizer:
“Tira essa roupa preta porque você não é Caveira, vc é moleque! MOLEQUE!!!” 

19.   Cap. Nascimento nunca fica devendo a ninguém, pois ele sempre “põe na conta do Papa”.

20.   Somente duas pessoas se formaram no BOPE na turma do Cap. Nascimento: Rambo e Jack Bauer.

21.   O 13º trabalho de Hércules era entrar para o BOPE, mas ele não conseguiu pegar o bote do outro lado.

 

FBI x Scotland Yard x PM do Rio de Janeiro

Naquele dia ensolarado, iria ser realizado o teste definitivo para dizer qual seria a melhor polícia do planeta. Os finalistas eram o FBI, a Scotland Yard e a policia militar do Rio de Janeiro.
 
O teste consistia no seguinte: um coelho seria solto na floresta. Cada uma das polícias, usando seus melhores métodos e pessoal, teria que achá-lo e trazê-lo de volta.
 
Quem fizesse isso em menor tempo, seria o vencedor.
 
Soltaram o coelho; por sorteio, o FBI foi designado para tentar primeiro.
 
Usando fotos de satélite, análise de DNA dos pelos encontrados, um cerco gigantesco à floresta tendo sido armado com 10 helicópteros e 100 agentes, o coelho foi capturado em 16 horas e 14 minutos.
 
Soltaram o coelho novamente, e lá foi a Scotland Yard na sua vez. Usando analistas de comportamento, psicólogos, estudiosos da psique coelhista, mais um batalhão de anti-bombas terroristas com óculos de visão noturna, armaram uma armadilha com uma coelha usando um passaporte irlandês falso e uma cenoura com sonífero. Capturaram o coelho em 14 horas, o que arrancou reações de espanto da comissão julgadora.
 
Mais uma vez soltaram o coelho, e a nossa valorosa PM foi mostrar serviço. Saíram numa veraneio 74, com os paralamas cheios de barro, os 4 pneus carecas e um pedaço de fio amarrando a tampa traseira (o fecho da tampa havia caído em 1982). Com 3 policiais com mais de meio corpo para fora das janelas da perua batendo nas portas com revólver 38 em punho, e em alta velocidade, adentraram na floresta.
 
Retornaram em 20 minutos, deixando atônitos os juízes, o FBI e a Scotland Yard. Abriram a tampa do camburão, e lá dentro estava um porco-espinho, cheio de hematomas, encolhido, que gritava:
 
- TÁ BOM, TÁ BOM, EU CONFESSO!! EU SOU O COELHO… PELO AMOR DE DEUS!! EU SOU O COELHO…

Autor: Anônimo

Um dia quiseram ver quem era o melhor: Macgayver, Jack Bauer, ou Cap. Nascimento.

Chegaram pro Magayver e falaram:

- A gente soltou um coelho nessa floresta. Encontre mais rápido que os outros e você será considerado o melhor!

Macgayver pegou uma moeda de 5 centavos no chão, um graveto e uma pedra e entrou na floresta. Demorou 2 dias pra construir um detector de coelhos em floresta e voltou no 3o dia com o coelho.

Dai chegaram pro Jack Bauer e falaram a mesma coisa. Ele entrou correndo na floresta e 24 horas depois apareceu com o coelho. Pediu desculpas porque teve q desarmar 5 bombas nucleares, recuperar 15 armas químicas, escapar de um navio cargueiro que ia pra china e matar 100 terroristas pra chegar ate o coelho.

Dai pediram para o Cap. Nascimento ir buscar o coelho. Se ele demorasse menos de 24 horas ele seria o melhor. No que ele respondeu:

- Ta de sacanagem comigo 05? Ce ta de sacanagem comigo ? Você acha que eu tenho um dia inteiro pra perder com essa brincadeira 05 ? Tu eh mo-le-que! MO-LE-QUE 05!!! virou-se calmamente para a floresta e gritou:

- Pede pra sair!!! Pede pra sair cambada!!!

Em menos de 5 segundos já tinha saído da floresta: 300 coelhos, 20 jaguatiricas, 50 jacarés, 1000 tatus e cotias, o Shrek e o monstro fumaça do Lost.

Dai ele gritou:

- 02, tem gente com medinho de sair da floresta, 02!

- 07, traz a 12!

Nisso o Bin laden saiu da floresta correndo!!!

 

 

 

“Manual da elegância corrupta”, Arnaldo Jabor

•maio 23, 2008 • Deixe um comentário

 

 

 

Tudo bem, sejam corruptos; mas, com elegância… Há vários anos, assistimos ao show de grampos, flagrantes, juras de inocência, provas cabais, evidências solares, júris comprados e sabemos que a PF prende, mas que o labirinto da lei é tão intrincado que, do outro lado, todos sairão livres, leves e soltos. Até hoje, houve 800 casos de corrupção comprovada, julgada e condenada. Mas, ninguém está preso.

Tudo bem, enquanto a Lei continuar paralítica, teremos de assistir a esta “féerie”, esta apoteose de ladrões, velhacos, chupistas e assassinos em geral. Mas é uma pena que tudo isso aconteça sem um toque de “savoir faire”, sem “glamour”. E o pior é que, agora temos o espetáculo dos pelêgos em ascenção, com bigodeiras tétricas, boçais, querendo comer os bens dos burgueses que antes condenavam. Nossa endêmica corrupção precisa de banho de loja, de “finesse”.

Ah… que saudades dos bons e velhos corruptos d´antanho… Foram semeados na Colônia, amanhados no Império, desabrochados na Primeira República. Eram tradição cultural. Eles tinham um traço fundamental: a pose. O importante não era ser honesto; era parecer honesto.

A coisa mais grave que aconteceu no Brasil foi a desmoralização da política. O fim da pose. Essa raça não tem respeito nem pela mentira. Eles não têm a mínima noção da “poética da corrupção”, não têm postura parlamentar, vestem-se mal, nos chocam com suas carantonhas sórdidas. Roubar é também uma arte. Só nos resta imaginar um manual de boas maneiras para nossos corruptos. Aqui vão algumas regras: Mintam melhor. Não digam: “Ah… não me lembro do empréstimo de US$ 30 milhões sem avalista que consegui – assinei sem ler…” Mintam bem, de fronte erguida, dedo espetado, sobrancelha alta, semblante calmo na base do Lexotan, olhos úmidos para emocionar, talvez uma breve lágrima, mas mãos sem tremores e sorrisos humildes, porém dignos.

Melhorem a língua que usam em telefonemas sempre gravados. Parem de dizer: “E aí… E aí, galego? Já mandou a grana pr´aquele filho da #$%*? Tu tem qui botar o tutu aqui na minha mão! Tu tá cum tutu?” Este tom escrachado tisna a dignidade do roubo, porque o deboche desqualifica a beleza do delito. E, quando comprarem bens, com o dinheiro roubado da Saúde ou da Educação, não comprem apenas os óbvios objetos do desejo cafajeste: lanchas, carrões, ilhas e amantes-cachorras. Comprem coisas belas, Renoirs, livros raros, vasos chineses de porcelana “craquelée”, sei lá… No afã de encobrir significados, usem termos mais sutis, em vez de “bufunfa” ou “tu já entregou pro Mané?” Vocês devem usar códigos mais cultos: “O Proust já te entregou os originais?….” ou ainda: “Custou quanto comprar aquele Volpi?”

Outra coisa importante são os argumentos de defesa. Numa CPI, depoimento para a PF ou entrevista nunca diga lugares-comuns como: “São infâmias contra mim… ilibado… despautério… aleivosias da oposição…” Outro dia, o Jader Barbalho nos deu um belo exemplo. Acusado de supostos delitos, declarou: “Isto é um processo kafkiano contra mim…” Não é bonito? Boa literatura. Os álibis têm de ser bem tramados. Não digam que “os R$ 2 milhões eram para comprar uma bezerra premiada”, ou que “eu carregava US$ 100 mil na cueca para comprar mantimentos” (o cara disse). Inventem desculpas emocionantes: “No leito de morte de minha mãe, veio a PF me procurar…” ou “Estava eu rezando, com outros bispos de minha Igreja, quando caíram por milagre a meu lado duas malas com 6 milhões….”

No capítulo do “lay out” da corrupção, não usem gravatas muitos berrantes que apontam para barrigas imensas… Emagreçam, pois o visual gorducho evoca comilanças desonestas… Muito cuidado também com o súbito momento da prisão. A maioria dos corruptos presos em casa estão sempre de bermudas e chinelo… Evitem esse traje vergonhoso. Quando algemados, saiam com uma bela “allure”; não escondam a cabeça na camisa, que parece confissão de culpa. Ostentem um sorriso superior, irônico, como que dizendo: “Sei que serei solto, não adianta prender…” Cuidado com bigodes – eles significam muito. Há-os incriminadores, há-os cínicos, há-os suspeitosos. Penteiem-se melhor, não paguem amantes com dinheiro de propina, não gargalhem com a cara gorda imensa, com a boca escancarada, salivando de gozo, como um hipopótamo ladrão. E, por fim, quando matarem freiras ou índios, não façam o “v” da vitória quando absolvidos; apenas, um rosto gélido de quem é o rei da floresta, que compra jurados e “laranjas” para irem em cana em seu lugar.

“O BEM EXISTE!”

•janeiro 9, 2008 • Deixe um comentário

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?”

Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!

-Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.

-Sim senhor, respondeu o jovem.

O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.

Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

Com uma certa imponência rapaz respondeu:
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.

-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!

O estudante respondeu:
-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!

Continuou:
-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
-Senhor, o mal existe?

Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!

Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Feliz Ano de 2008!!!

•janeiro 1, 2008 • Deixe um comentário

 

 

Feliz Ano Novo!

 

As pessoas valorizam muito a festa de Ano Novo, porque sentem o desejo de se renovar. As comunidades antigas expressavam isso através de ritos: jogavam fora roupas e objetos, querendo eliminar o que, em suas vidas, estava “envelhecido”. No primeiro momento do ano novo, todos peregrinavam a uma montanha alta para ver uma paisagem nova ou banhavam-se, em um rio ou no mar, para acolher o tempo novo dado por Deus. Até hoje, os ritos que ocorrem nas praias brasileiras, em homenagem a Iemanjá, (nome que a religião dos Orixás dá à manifestação de Deus nas águas do mar), revelam este desejo de renovação.

COMIDINHAS QUE DÃO SORTE

LENTILHAS: uma colher de sopa é suficiente prá assegurar um ano inteiro de muita fatura à mesa. A origem desta supertição é italiana e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes.
ROMÃS: para atrair dinheiro, coma sete partes, guardando as sementes na carteira.
BAGOS DE UVA: para os portugueses, comer 3, 7 ou a quantidade correspondente ao seu número de sorte garante prosperidade e fartura de alimentos. Para garantir também dinheiro, guarde as sementes na carteira ou na bolsa, até a troca do próximo Ano-Novo.
CARNE DE PORCO: deve ser o prato principal da ceia, servida à meia-noite. Como o porco fuça pra frente, garante armários cheios o ano todo. Evite o peru, que cisca para trás.
NOZES, AVELÃS, CASTANHAS E TÂMARAS: estas, trazidas para cá pelos imigrantes de origem árabe, são recomendadas para garantir fartura. (CRUZ, 89)

A MODA MUDA PRA DAR SORTE

CALCINHA OU CUECA NOVAS: Dão sorte no amor, porque deixam os mal-entendidos para trás. São recomendadas principalmente para quem está começando namoro, para garantir o futuro.
ROUPA BRANCA: é um hábito relativamente recente, trazido para o Brasil com a popularização das religiões africanas. O branco representa luz, pureza, bondade.
QUALQUER PEÇA AMARELA: pode ser uma peça íntima, um lenço, uma faixa ou um pequeno lacinho amarelo (que deve ficar sempre na sua bolsa). O amarelo representa o poder do ouro e, dizem, atrai dinheiro.
UMA NOTA DE DINHEIRO DENTRO DO SAPATO: os orientais dizem que a energia entra no nosso corpo pelos pés. Vai daí, o dinheiro no sapato atrai mais e mais riquezas.
LENÇÓIS NOVOS: a dica é especial para recém-casados. Dizem que os lençóis novos, na primeira noite de ano, deixam as possíveis ameaças do ano passado na máquina de lavar. (CRUZ, 89).

A MEIA NOITE DEPOIS DOS ABRAÇOS, HÁ MUITO O QUE FAZER

PULAR SÓ COM O PÉ DIREITO. Você estará atraindo boas coisas para a sua vida, pois, segundo a Bíblia, tudo que está à direita é bom.
JOGAR MOEDAS, da rua para dentro de casa (se você mora no térreo, por favor). Dizem que atrai riqueza para todos que moram no lugar.
DAR TRÊS PULINHOS, com uma taça de champanhe na mão, sem derramar uma gota. Depois, jogar todo o champanhe para trás, de uma vez só, sem olhar. Você deixa para trás tudo de ruim. E não se preocupe em molhar os outros: quem for atingido pelo champanhe terá sorte garantida o ano todo.
SUBIR NUM DEGRAU numa cadeira, enfim, em qualquer coisa num nível mais alto. Diz o folclore que isso dá impulso a sua vontade de subir na vida. Comece, é claro, com o pé direito.
FAZER BARULHO: é uma forma de afugentar os maus espíritos que os povos antigos praticavam. Vale apito, batucada, bater panelas, desde que seja exatamente à meia-noite. Dizem que não há mal que resista.
ACENDER VELAS NA PRAIA ou jogar rosas nos espelhos de água, em intenção de Iemanjá. A deusa africana protege seus fiéis, com saúde, amor e dinheiro o ano todo, dia o candomblé.

Há ainda o belo costume de receber o Ano Novo com fogos de artifícios, sinos tocando e muita música, tudo à meia-noite. Enfim os desejos, pedidos, simpatias e sonhos sonhados.

SUPERSTIÇÕES

- Não é bom passar o Ano Novo com os bolsos vazios.
- Comer doze uvas verdes, à meia-noite do Ano Novo, para ter dinheiro em todos os meses do ano, também é bom.
- Guardar em lugar seguro, para ninguém achar, a tampa da garrafa de “champangne” usada na festa de Ano Novo, que tenha feito muito barulho, chama dinheiro.
- Defumar a casa, no fim do Ano e véspera do Ano Novo, com um defumador feito com carvão, xerém e açúcar, além de chamar a sorte e dinheiro, tira, também, o azar do ano velho.
- No dia de Reis (6 de janeiro), colocar três caroços de romã dentro da carteira, para ter dinheiro durante o Ano Novo.

É meia-noite no mundo, noite de 31 de dezembro. E, respeitadas as diferenças de fuso horário, promessas são feitas, desejos pensados, mal-entendidos superados. Momento mágico em que queremos acreditar que a mudança da folhinha no calendário pode dar um nossa vida. Aos nossos sonhos.

Se as superstições dão resultados ou não, não importa. A gente quer mais é começar o ano com o pé direito e, por pé direito, entenda-se muita festa e alegria. Mesa farta, música, amigos e parentes por perto, cada um de nós faz pequenas “mágicas” para garantir que o ano seja perfeito.

Finalmente, o Reveillon – (Acordar) – Pobres e ricos confraternizando a chegada do Ano Novo. Oferendas a Iemanjá são feitas em grande parte do litoral brasileiro. Como este costume, há também a simpatia das águas. Se você mora perto das águas, leve rosas brancas, perfume e muita moeda, jogando tudo com muita fé nas águas do mar.

CURIOSIDADES SOBRE CADA PAÍS E O ANO NOVO

Áustria
Os austríacos têm o hábito de jogar chumbo derretido num copo com água no momento em que o relógio soa a zero hora de um novo ano. As figuras que surgem quando o chumbo esfria são guardadas pelas pessoas como um amuleto que irá ajudar na realização dos pedidos feitos na passagem do ano.

China
Na China, o Ano Novo é celebrado durante seis semanas entre os meses de janeiro e fevereiro. Tradicionalmente, nesse período os chineses fazem uma bela faxina em suas casas para espantar os maus espíritos e atrair boa sorte. Na noite da véspera do novo ano, todas as luzes ficam acesas para representar calor humano, amizade e reconciliação. À meia-noite, há uma grande queima de fogos. Os chineses acreditam que o barulho do foguetório espanta os espíritos indesejáveis.

Dinamarca
Depois de uma ceia a base de peixes e batatas, os dinamarqueses aguardam ansiosamente pela meia-noite. Quando o relógio está prestes a soar as doze badaladas, todos na família sobem em cadeiras. Assim que dá meia-noite, pulam da cadeira para o novo ano e brindam com champanhe.

Escócia
Na Escócia, um dos costumes mais tradicionais da festa de Ano Novo é a de homens e mulheres que nunca se viram beijarem-se na boca. Some-se a isso o ainda mais tradicional hábito de beber uísque em toda e qualquer comemoração e está garantido um dos reveillons mais animados da Europa.
Na Escócia, existe uma superstição bem engraçada sobre a primeira visita que se recebe no ano. Se for um homem moreno, ótimo. É um bom presságio. Se for um sujeito ruivo, a visita é considerada um mau agouro. Mas eles acreditam que azar mesmo terá aquele que abrir as portas para uma mulher.
Ainda os escoceses: enquanto todos os países de língua inglesa chamam a festa de reveillon de New Year’s Eve (“véspera de ano novo”), na Escócia a data é conhecida como Hogmanay, que vem do gaélico oge maidne (“nova manhã”).

França
Na França, as pessoas costumam preparar ostras e diversos outros frutos do mar para a ceia de Ano Novo.

Índia
Na Índia, existem mais de 12 calendários religiosos. No Norte, o ano começa a Festa de Dîwâlî, no outuno. Os indianos colocam luzes por todas as partes.

Portugal
Uma das manias dos portugueses é sair às janelas de casas batendo panelas para festejar a chegada do novo ano. Só não convém chamá-los de “paneleiros”, o mesmo que “bicha” para nós.

Tailândia
O Ano Novo começa na metade de abril.

Vietnã
Os vietnamitas comemoram o Ano Novo, que eles chamam de Tet, no dia 10 de fevereiro. Nessa data, todos acordam cedo e vão à igreja. As mulheres vestem vermelho e amarelo (porque são as cores da bandeira do país) e os homens usam roupas pretas. Na igreja, comem um bolo especial, feito com arroz, feijão e carne de porco. Depois de meia hora, são distribuídos os “envelopes vermelhos” para as crianças, cada um com 10 ou 20 dólares dentro.

A SUA ESCOLHA, por aldo novak – a vida ensinavida em cima!

•dezembro 22, 2007 • Deixe um comentário

“Existe um meio de tornar isso melhor. Encontre este meio”
(Thomas Edison)

A vida nunca ensina coisa alguma. É você quem decide se há uma lição em cada alegria, cada tristeza e cada dia comum pelo qual passa, ou se desperdiça todos os momentos de prazer e dor.


Não são os fatos que acontecem que fazem com que você aprenda algo, mas somente suas respostas e reações àquilo que acontece. Também não são as experiências de sua vida, desde a infância, que transformam você na pessoa que e hoje, mas somente a maneira como reagiu, ou respondeu, àquilo que você viveu.


Veja que são coisas bem diferentes. Tudo o que você é, tudo o que você foi e tudo o que você será tem relação direta com o jeito como você age quando uma coisa boa, ou má, acontece na sua vida.


Exatamente por isso, uma mesma situação pode levar uma pessoa a tornar-se mais ácida, deprimida, cínica e isolada, enquanto outra – na exata mesma situação – aproveita para se tornar alguém melhor, com mais fé, coragem, resistência e confiança no espírito humano ou em seu próprio potencial de ser feliz.


Coisas boas e coisas ruins acontecem a todos os seres humanos de modo aleatório, mas consistente com leis matemáticas e universais de ação e reação. Por isso não é possível vivermos em um paraíso, mas podemos ser um oásis de paz no meio das guerras que muitas outras pessoas vivem, se nos lembrarmos de que não podemos escolher tudo o que nos acontece, mas quase sempre podemos escolher o modo como reagimos àquilo que nos acontece.


Podemos fugir da tristeza? Não. Podemos impedir todas as perdas? Não. Podemos prender a nós todos os que amamos? Não. Mas podemos usar os momentos de dor e separação como razão para tornar nosso trabalho mais profundo, podemos nos tornar pessoa diferentes daquilo que já fomos. Podemos escolher nossas reações. Podemos ser hoje, melhores do que fomos ontem.


Mesmo quando a realidade é dura, sua reação, sua resposta à ela pode levar você para frente, para novos horizontes e uma vida mais rica ou pode derrubar você. Se isso acontecer e você cair ao chão, faça com que seja uma queda temporária. Levante-se e ande.


O fracasso só existe se você não se levantar após uma queda. Cabe a você – e somente a você – escolher se os acontecimentos de ontem, hoje e amanha serão usados para torná-lo uma pessoa melhor ou pior do que você é agora.
É apenas uma escolha. A sua escolha. Qual será sua escolha hoje?


(…)


Tenha um bom dia!!!

Um pouco sobre o AMOR!

•dezembro 20, 2007 • Deixe um comentário

Eu tenho uma vontade imensa de agradecer ao Nando Reis por ter feito uma letra e música tão marcante em minha vida, como RELICÁRIO.

Sempre tive vontade de dedicar essa linda canção a alguém, então sinta-se dedicado VOCÊ que visita meu blog!

Mas essa versão do luau MTV, ficou muito linda.

O NATAL IA, o NATAL vai!

O amor deixa muito a desejar… arnaldo jabor

•outubro 9, 2007 • Deixe um comentário

 Fui ver o lindíssimo filme do Pedro Almodóvar, o Fale com Ela (Hable Con Ella), e saí pensando num conto de Carson McCullers, onde um homem conta que, antes de amar de novo uma mulher, ele estava aprendendo a amar as pedras, as árvores, as nuvens…
Nesse grande filme de Almodóvar, vemos amores raros, feitos de entrega, como uma ‘doação ilimitada a uma completa ingratidão’, como escreveu Drummond, aliás, o poeta do amor impossível, que é o único e verdadeiro amor. 

A vitória do Lula também foi uma fome de amor político contra a era da técnica racionalista. Seu governo pode virar até um crime passional ou um folhetim melodramático, mas, hoje, é um grande desejo de happy end para todo o povo. Por isso, pergunto: onde anda o amor? Até isso o mercado estragou? Sim. O amor já teve uma magia de inutilidade deliciosa, já foi um desafio ao dia-a-dia que nos tirava da vida comum. Hoje o amor, como tudo, está perdendo a transcendência. Não existe mais o amante definhando de solidão para enfim, após a tempestade, esticar-lhe a espinha; nem pactos de morte, não existe mais o amor nos levando para uma galáxia remota, não existe mais a simbiose que nos transportava a uma eternidade semi-religiosa. O amor tinha uma fome de proteção à pessoa amada. Isso está acabando. O amor já foi analisado por todas as ciências, a psicanálise mapeou as loucuras que estão sob sua poética, o ritmo do tempo atual acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos porque ‘amamos’, temos medo de nos perder no amor e fracassar no mercado. O amor pode atrapalhar a produção.

Por isso, o filme de Almodóvar é tão belo e oportuno. Temos de fazer filmes assim, sem efeitos, sem denúncias. Se eu, um dia, filmar de novo vai ser para celebrar o silêncio dos amantes ou a beleza do inútil. O amor perdeu a gratuidade, as pessoas ‘amam’ por desejo de ter um amor que não sentem mais. O amor não tem mais porto, não tem onde ancorar, não tem mais a família nuclear para se abrigar, não tem mais a utilidade do sacrifício pelo ‘outro’. O amor ficou pelas ruas, em busca de objeto, esfarrapado, sem rumo. Não temos mais músicas românticas, nem o lento perder-se dentro de ‘olhos de ressaca’. Não se diz mais: ‘Deus sabe quanto amei…’, mas ‘Deus nem sabe quantos (as) amei…’


 A publicidade devastou o amor, falando na gasolina que eu amo, no sabonete que faz amar, na cerveja que seduz. Há uma obscenidade flutuando no ar o tempo todo, uma propaganda difusa do sexo impossível de cumprir. Como atingir um orgasmo pleno e definitivo? A sexualidade total, por si só, levaria à uma assexualidade desértica. A sexualidade é finita, não há mais o que inventar. Já o amor, não… O amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza – mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e somos todos covardes.
Mas, hoje o mercado exige a satisfação total no amor ou o dinheiro de volta. Como isso é impossível, deriva para o sexo ou para a sedução. O amor passa a buscar não mais uma entrega, mas um domínio. O amor vira um objeto de consumo, ‘fast love’, com obsolescência programada para durar pouco. O amor deixa muito a desejar; nos dias de hoje ele é dramático, perde o equilíbrio diante do ‘amor’. Em geral, o amor existe hoje como uma espécie de adoçante para justificar, legitimar uma tesão ou uma conquista. Os amores duram três edições de Caras. Os casais se perpetuam num troca-troca rápido e quantitativo.

Estamos com fome de amor cortês, num mundo em que tudo perdeu aura. O terrível bombardeio que a cultura americana está fazendo nos sentimentos é invisível, e pior que as bombas contra o Iraque. A cultura americana está criando um ‘desencantamento’ insuportável na vida social. Tudo é tolerável, num arrasamento de mistérios. Vejam a arte tratada como algo desnecessário, sem lugar, sem uso; vejam as mulheres amontoadas na Internet, nuas, com números – basta clicar e chamar. Estamos com fome de infinito em tudo, na vida, na política, no sexo. Por isso o filme de Almodóvar, cheio de -compaixão sussurrada, apoiada na trêmula beleza dos balés de Pina Bausch e no Caetano cantando um pranto dolorido, parece um segredo religioso, uma saudade inexplicável de alguma coisa que existe ‘aquém’, antes da vida.

Nos anos 60, liberdade sexual foi uma questão política. Hoje, podemos tudo, podemos casar até com jacarés ou macacos, sem escândalos, desde que não prejudique a produção. Mas, o que invisivelmente está virando uma nova necessidade política é o amor e seus subprodutos: compaixão, paz, justiça. Aposto que virá aí um novo ‘desbunde’, um novo movimento hippie, sem utilidade, mas sem melancolia auto-destrutiva, vêm aí marchas pelo amor, porque ninguém está agüentando mais somente ‘utilidade’ e ‘desempenho’, poder e sucesso. Estamos virando coisas. Precisamos aprender a amar de novo as pedras, as árvores, as nuvens, até chegarmos a nós mesmos… E acho que isso vai surgir na América, como foi nos anos 60 – a luta pelos direitos civis será agora a luta pela beleza da inutilidade.”